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Abramat reduz projeção para 2026
14/10/2026
O faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção recuou 1,1% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Com o resultado, a queda acumulada entre janeiro e setembro chegou a 2,5%, levando a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) a reduzir sua projeção para o fechamento do ano, de crescimento de 0,5% para retração de 0,8%.
Os dados fazem parte da edição de outubro do Pulso Abramat, publicação mensal que reúne indicadores de desempenho da indústria, percepção e expectativas das empresas, além de análises sobre o cenário econômico e a atividade da construção.
Na comparação com agosto, o faturamento apresentou crescimento de 3,8%, considerando o ajuste sazonal. A alta mensal, porém, ocorreu após um agosto mais fraco do que o inicialmente estimado e não foi suficiente para reverter o resultado negativo na comparação anual.
Entre os segmentos, os materiais básicos acumulam retração de 2,2% entre janeiro e setembro, enquanto os materiais de acabamento registram queda de 2,8%. A revisão da projeção para 2026 reflete, principalmente, uma recuperação do varejo de materiais de construção mais lenta do que a esperada.
Embora as obras de infraestrutura e do Minha Casa, Minha Vida continuem sustentando parte da atividade, o consumo das famílias permanece pressionado pelos juros elevados e pelo endividamento.
O Programa Reforma Casa Brasil avançou em número de contratações ao longo dos últimos meses, mas esse movimento ainda não se traduziu em aumento das vendas de materiais na intensidade prevista pela indústria.
“Seguimos com performance positiva das obras de infraestrutura e do MCMV, mas nossas projeções consideravam como premissa adicional uma resposta mais forte do varejo e do consumo das famílias no segundo semestre, o que ainda não aconteceu”, afirma Mauro Franco, presidente executivo da Abramat.
“Dessa forma, a recuperação ficou mais distante, levando à revisão da projeção para o faturamento da indústria de materiais, que passou a indicar queda de 0,8% em relação ao ano passado”, completa.
Fonte: ABRAMAT