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Indústria de compósitos consome 49,3 mil toneladas no 2º trimestre
29/09/2026
O consumo de matérias-primas na indústria brasileira de materiais compósitos somou 49,3 mil toneladas no segundo trimestre de 2026, queda de 20,2% em relação aos 61,8 mil registrados nos três primeiros meses do ano.No acumulado do semestre, foram consumidas 111,1 mil toneladas, volume 2,4% superior ao do mesmo período de 2025.
Os dados fazem parte do levantamento trimestral realizado pela Maxiquim para a ALMACO.O recuo no segundo trimestre veio depois de um início de ano marcado pela antecipação das compras. No primeiro trimestre, o consumo havia crescido 20,9% em relação aos últimos três meses de 2025. Em maio e junho, com estoques elevados, custos maiores e menor demanda final, as compras diminuíram.Mesmo com a redução do volume, o valor da produção passou de R$ 870 milhões no primeiro trimestre para R$ 911 milhões no segundo, alta de 4,7%.
O nível operacional médio caiu de 70,9% para 56,2%.A construção civil permaneceu como o principal mercado consumidor de compósitos no primeiro semestre, com 41 mil toneladas, ou 36,9% do total. Transportes responderam por 22,2 mil toneladas (20%) e transmissão de energia, por 15 mil toneladas (13,5%). Juntos, os três segmentos concentraram 70,4% do consumo no período.
“O primeiro semestre teve dois momentos muito diferentes. No início do ano, as incertezas sobre o abastecimento levaram muitas empresas a antecipar compras e reforçar estoques. Depois, veio o ajuste natural desse movimento, somado ao aumento dos custos. Ainda assim, fechamos o semestre com consumo acima do mesmo período de 2025, o que mostra que a demanda segue presente em segmentos importantes para a indústria de compósitos”, afirma Erika Bernardino Aprá, presidente da ALMACO.
Para o terceiro trimestre, a MaxiQuim prevê uma recuperação gradual da demanda com a normalização dos estoques. A redução dos preços de alguns insumos também pode aliviar os custos e favorecer a retomada das compras.
Fonte: ALMACO