07 nov 2019

Com captações bilionárias e juro baixo, setor imobiliário inicia expansão

O ânimo do setor é uma boa notícia para a economia como um todo, segundo especialistas; investidores voltam a cogitar renda via aluguel

O mercado imobiliário pode estar perto de uma retomada vigorosa. De julho para cá, seis construtoras e incorporadoras captaram R$ 3,8 bilhões em novas ofertas de ações para colocar o pé no acelerador em seus projetos residenciais e comerciais. Com a queda dos juros – a taxa Selic atingiu 5% ao ano na última semana – e o maior interesse de investidores no setor, a expectativa é de que as captações possam dobrar nos próximos meses, já que outros grupos se preparam para ir à Bolsa.
O ânimo do setor é uma boa notícia para a economia como um todo. “Tradicionalmente, esse segmento antecipa o cenário de crescimento econômico. Há expectativa de recuperação do PIB, a expansão deve ser menos intensa, mas sustentável no longo prazo”, diz Alessandro Farkuh, responsável pela área de banco de investimento do Bradesco BBI, que coordenou boa parte das operações das construtoras na Bolsa.
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Com esses recursos, as construtoras pretendem abrir novos canteiros de obras, sobretudo em São Paulo. E isso já se reflete em outros setores da indústria. “Começamos a sentir nas últimas semanas maior demanda por aço vinda do setor imobiliário”, disse Gustavo Werneck, presidente da Gerdau. O mesmo movimento deve acontecer com o cimento e outras matérias-primas.
Quem se movimenta pela capital paulista percebe que guindastes voltaram a fazer parte do cenário. Dados do Secovi-SP, obtidos pelo Estado, mostram que, de janeiro a setembro, foram comercializadas 30,5 mil unidades residenciais só na capital, número 70% maior do que o do mesmo período do ano passado. “Isso é mais do que as 29,9 mil vendidas em 2018 inteiro”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP. Só em setembro foram comercializados 4.055 imóveis – a maior marca para o mês e cerca de 50% acima da média histórica.
A retomada do setor, que usa mão de obra intensiva, poderá ser um alento para um indicador que se recusa a apresentar melhora significativa nos últimos anos: o desemprego. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da semana passada mostraram que a taxa ainda é de 11,8% no País, com 12,5 milhões de pessoas sem trabalho. Dos empregos gerados, a maioria é de vagas informais.
Concentração
As obras, contudo, ainda estão concentradas em edifícios residenciais e comerciais de médio e alto padrão, diz Ana Maria Castelo, analista da FGV/Ibre. “Não vejo um boom generalizado como em 2007, quando muitas companhias foram à Bolsa. A recuperação mais robusta da construção civil virá com a retomada das obras de infraestrutura.”
Diversas fontes de mercado ponderaram ao Estado que a expansão do setor imobiliário ainda se resume a São Paulo, cujo mercado se descolou do resto do País. De olho nessa oportunidade, a MPD Engenharia, líder em apartamentos de alto padrão em Alphaville, vai investir até R$ 2 bilhões em empreendimentos nos próximos três anos. Segundo o presidente da empresa, Mauro Dottori, entre 70% e 80% dos recursos serão direcionados para a capital paulista. “São Paulo tem maior dinamismo e retoma primeiro do que outros mercados.”
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Além das ofertas subsequentes em Bolsa, que são uma importante fonte de financiamento para construtoras, os proprietários de edifícios têm sido assediados por fundos de investimento imobiliário de bancos. Para garantir retorno a seus cotistas, as instituições financeiras estão comprando edifícios corporativos “maduros”, que já estão alugados para empresas.
A Tishman Speyer, que desenvolve prédios residenciais e corporativos, vendeu por R$ 1,2 bilhão a torre que abriga a sede corporativa do BB, em Brasília, a um desses fundos. A empresa já tem R$ 1 bilhão captado para investimento adicional no mercado brasileiro. “Além desse dinheiro captado, está mais fácil conseguir crédito nos bancos para viabilizar projetos”, afirma Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer no Brasil.
Investidores locais apostam na retomada do setor de construção
Com a taxa de juros na mínima histórica, a busca tanto por imóveis quanto por fundos imobiliários tende a crescer entre investidores dos mais diversos portes. As captações feitas por grandes construtoras – como Tecnisa, Eztec, Trisul, Cyrela Commercial Properties, Helbor e LogCP – revelam um novo fenômeno no País: o maior interesse de investidores locais por ações dessas companhias na Bolsa.
“Vimos um movimento de investidores locais nas captações deste ano em um ambiente que antes atraía majoritariamente os estrangeiros. Também observamos maior fluxo de gestoras mais especializadas em determinados segmentos, como shoppings e logística. Isso indica um nível importante de maturação do setor”, diz Alessandro Farkuh, responsável pela área de banco de investimento do Bradesco BBI.
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O aquecimento da demanda imobiliária começou nos prédios residenciais de alto padrão, mas já “contaminou” outros segmentos. Galpões próximos à região metropolitana de São Paulo viraram alvo de grandes varejistas, que estão expandindo seus centros de distribuição, afirmou fonte de uma grande incorporadora. Escritórios também estão sendo erguidos nos poucos espaços ainda livres da região da Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, e outros corredores, como as proximidades da Marginal Pinheiros, também devem ganhar novos arranha-céus.
As entregas de edifícios corporativos devem se multiplicar por oito no ano que vem, segundo a consultoria JLL, que acompanha o setor, atingindo 200 mil metros quadrados em novas ofertas.
Vacância
A consultoria pondera, porém, que a recuperação ainda está mais concentrada em São Paulo, onde a taxa de vacância de escritórios já começou a cair após um longo período de alta, atingindo 22,3% no terceiro trimestre de 2019. No Rio, porém, esse movimento ainda não está claro – e 43% dos espaços corporativos ainda estão vazios.
A tendência para 2020 em São Paulo, de acordo com Paulo Casoni, diretor da JLL, é de queda da vacância, apesar da entrega de novos escritórios. Em alguns bairros mais disputados, como a Avenida Faria Lima, o porcentual de espaços vazios é de 8%. Isso já faz companhias negociarem antecipadamente a ocupação de prédios em construção. Foi o que fez a Dupont, em acordo com a Tishman Speyer.
Diante desse cenário, empresas que se dedicam ao segmento se preparam para uma retomada das obras. Na semana passada, apenas a Cyrela Commercial Properties (CCP), do empresário Elie Horn, levantou R$ 874 milhões para investir em escritórios de alto padrão. BR Properties e JHSF contrataram bancos para fazer captações. Outros sete grupos estão indo pelo mesmo caminho e devem usar a Bolsa para turbinar sua capitalização para o período de expansão.
Maior imobiliária do País, a Lopes também vai à Bolsa para levantar cerca de R$ 150 milhões. A companhia vai usar parte desses recursos para acelerar a transformação digital do seu negócio. “Não queremos reinventar a roda. O processo de compra e venda de imóveis não vai deixar de ser físico. Mas podemos melhorar a plataforma para os nossos 9 mil corretores e para os clientes”, diz Matheus Fabricio, diretor executivo da Lopes. Neste ano, a companhia inaugurou a Lopes Labs, que já reúne uma equipe de 70 pessoas, para pensar o futuro da empresa.
Construtoras reduzem tempo de obra
Com a ajuda de novas tecnologias e do aumento de crédito para o setor, construtoras têm conseguido reduzir em até oito meses o tempo de obra para erguer edifícios. A intenção é aproveitar o bom momento do setor para atrair, especialmente, investidores que desistiram de aplicar dinheiro em renda fixa por causa do ganho menor.
A sinalização do Banco Central de que deve haver nova redução nos juros ainda este ano reforça o interesse pelos imóveis e a corrida do setor para poupar tempo. Até 2014, os prazos oscilavam entre 24 e 30 meses. “Hoje, estão mais para 16 ou 18 meses do que para 24”, diz Odair Senra, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em São Paulo.
Na sua avaliação, a maior oferta de crédito está permitindo concluir edifícios num tempo menor. Com mais recursos disponíveis, construtoras dependem menos da receita de vendas e podem acelerar a produção. Com isso, terminam o empreendimento mais cedo, acertam as contas com quem emprestou o dinheiro, embolsam o lucro e partem para a construção de outro empreendimento.
“O banco quer isso porque fica com um devedor seguro, que dá o imóvel como garantia”, diz Senra. Ele observa que o risco de calote para o banco fica pulverizado, pois são vários devedores, não só a construtora. O banco também ganha potenciais clientes (devedores) para vender outros produtos.
Risco
A construtora Urbic, do empresário Marco Parizotto, por exemplo, tem dois empreendimentos com prazo de execução reduzido. “Achamos que encurtando o ciclo de produção reduziríamos o risco para incorporadora e cliente.”
Mas, na prática, o que se vê é que os projetos mudaram para atender o comprador que pretende ter o imóvel pronto o mais rápido possível para alugar. Um dos empreendimentos da construtora no Ibirapuera (SP) foi lançado em maio e será entregue em 13 meses.
Do prazo total, nove meses serão para erguer o prédio, que vai usar tecnologia de estruturas metálicas para acelerar a construção.
“Já vendemos 60% (dos apartamentos) e 30% dos que compraram são investidores.” São apartamentos na faixa de R$ 900 mil. Outro empreendimento, na Vila Mariana (SP), é de pequenos estúdios na faixa de R$ 250 mil, voltados a investidores.
À vista
“Temos buscado redução de prazo para diminuir os custos do empreendimento e, com isso, obter uma rentabilidade maior”, afirma Vladimir Alves da Silva, diretor financeiro da construtora Tarjab. Ele conta que tem conseguido reduzir em três meses o prazo da obra. Num projeto recente, de apartamentos na faixa de R$ 350 mil lançado em abril, ele conta que percebeu que existe demanda de investidores que não são só pessoas físicas, mas também fundos imobiliários. “Para unidades menores houve compradores que pagaram à vista”, diz, lembrando que esse pode ser um sinal do apetite do investidor pela renda de locação.
De olho nessa demanda, Frederico Altana, diretor-presidente da construtora Altana, conta que negocia parceria com uma empresa francesa para reduzir, a partir de 2021, prazos de construção de três empreendimentos. A locação será gerenciada pela própria empresa.
“A possibilidade de fazer ativos imobiliários para renda foi viabilizada por causa dos juros mais baixos e isso casa com a tecnologia de construir de forma industrial e mais rápida porque, assim, é possível gerar um retorno mais rápido para o capital”, diz.
Desde 2014, a Trisul, que tem capital aberto, vem reduzindo prazos de obra, diz Lucas Araújo, superintendente. Ele explica que as concorrentes perceberam agora que diminuir o ciclo de produção é muito melhor, pois garante o retorno mais rápido, com reconhecimento de receitas. “Todas (as concorrentes) estão precisando disso para ajudar na recuperação financeira.”
A trajetória de queda da taxa básica da economia (Selic), que na semana passada renovou um piso histórico, de 5% ao ano, tem levado os investidores a enxergar na compra de imóvel para locação um negócio mais rentável. Além da renda do aluguel, podem embolsar a valorização dos imóveis, que ainda estão com preços defasados.
Aplicação em imóveis exige cuidado, dizem consultores
A renda obtida com aluguéis de imóveis comprados por pessoas físicas ou com a aquisição de cotas de fundos imobiliários passou a ser, nos últimos meses, alvo de interesse dos investidores com perfil conservador.
Até pouco tempo atrás, esse investidor conservador aplicava suas economias em renda fixa. Mas com a queda na taxa básica de juros, a Selic, que baliza essas aplicações e hoje está em 5% ao ano, a menor marca da história, o cenário mudou. E esse investidor conservador tem de buscar outras alternativas para ganhar dinheiro.
Nas contas do gestor de investimentos, Mauro Halfeld, no cenário atual uma aplicação de renda fixa de baixo risco deve render, depois de descontado o Imposto de Renda (IR), cerca de 4% ao ano, dependendo das taxas cobradas pelos fundos de investimentos, corretoras e bancos. “Levando-se em conta que a inflação costuma voltar no Brasil, o brilho da renda fixa acabou”, diz Halfeld.
Já os fundos imobiliários diversificados devem proporcionar ganhos perto de 5% ao ano acima da inflação, calcula ele. E imóveis residenciais pequenos alugados devem gerar renda real de 6% ao ano. Esse rendimento, observa o administrador de investimentos, Fabio Colombo, não leva em conta a valorização do próprio imóvel. Depois de três anos de vacas magras, neste momento, os preços dos aluguéis ainda estão defasados, lembra o administrador.
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Apesar de os números indicarem que a renda obtida com a locação direta de imóveis e com fundos imobiliários ser maior do que a proporcionada por aplicações em renda fixa, consultores dizem que o investidor deve ficar atento a alguns detalhes.
No caso dos fundos imobiliários, Colombo ressalta que o investidor tem de levar em consideração o preço da cota. Com a forte demanda por fundos imobiliários, o valor da cota deve subir, o que pode reduzir a rentabilidade. Além disso, quando o investidor compra uma cota de um fundo imobiliário, ele não sabe exatamente em qual projeto o seu dinheiro está sendo aplicado. “No longo prazo, há empreendimentos muito grandes que podem se depreciar e isso é um risco”, alerta.
Quanto à compra de imóvel para locação direta, Colombo lembra que o rendimento líquido pode variar, dependendo de como é pago o IR. Isto é, como pessoa física ou jurídica.

Fonte: Infomoney

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07 nov 2019

Setor de construção capta R$ 4,4 bilhões na bolsa e prepara expansão

Com a captação de recursos, empresas devem pagar dívidas antigas e se preparar para um novo ciclo de crescimento

São Paulo – Empresas que atuam no mercado imobiliário já colocaram R$ 4,4 bilhões no caixa este ano por meio de capitalização via oferta de ações na bolsa de valores, montante que vai continuar crescendo. A captação de recursos servirá para pagar dívidas do passado e, principalmente, preparar as máquinas para a perspectiva de um novo ciclo de crescimento que passa tanto por empreendimentos residenciais quanto comerciais.
Desde janeiro foram realizadas oito ofertas, todas subsequentes (follow on) – Tecnisa, Trisul, Eztec, Helbor, Gafisa, LPC (ex-Lopes), Cyrela Commercial Properties (CCP) e Log Commercial Properties – que resultaram nos R$ 4,4 bilhões.

A fila até o fim do ano também tem BR Properties, que estima levantar em torno de R$ 1 bilhão, e JHSF, cujos valores ainda não foram revelados. Além disso, a Kallas já tem bancos com mandatados para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas esse passo deve ficar para o início do ano que vem.
“O que tem sustentado as captações é a mudança do ponto de vista dos investidores institucionais, inclusive de estrangeiros, sobre o quadro econômico do Brasil. A nova avaliação é de que o ambiente está melhor no País e que o mercado imobiliário vai tirar proveito disso”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), Luiz França.
Ao contrário de muitas ofertas de ações que se desenrolaram neste ano, o setor de construção realizou emissões primárias, e todas com pelo menos uma parte dos recursos voltados para investimentos. A busca por capital de giro também foi outro objetivo com as ofertas, mas a mensagem geral é de que a empresas vislumbram crescimento de fato.
“Vemos fatores que vão ser explosivos para a volta da demanda por imóveis”, apontou o diretor de relações com investidores da incorporadora Eztec, Emílio Fugazza. A empresa levantou R$ 979 milhões no mercado financeiro – a maior captação do ano no setor até aqui – para a compra de terrenos e participação em projetos de terceiros. Fugazza apontou que o setor está entrando em um novo ciclo de bonança, sustentado pela queda das taxas de juros e pela expectativa de uma melhora mais consistente da economia nacional após a aprovação das reformas, com tendência de diminuição do desemprego no curto a médio prazo.
A visão é compartilhada pela equipe de analistas de construção civil do BTG Pactual. “Acreditamos que um novo ciclo imobiliário está apenas começando, e a concorrência hoje é muito mais suave do que no passado. Esperamos que as empresas listadas na bolsa, mais profissionalizadas, devem se beneficiar muito nesse ciclo”, descreveram Gustavo Cambauva e Elvis Credendio, em relatório do BTG Pactual que indicou uma valorização das ações dessas companhias.
Uma fonte de um banco de investimento observou ainda que as construtoras têm buscado a capitalização porque identificaram a oportunidade de aquisição de terrenos e perceberam que a competição poderia ficar mais acirrada lá na frente, caso a economia volte a crescer de fato. Então algumas empresas já quiseram deixar bala na agulha para antecipar as compras de terras e insumos para construção.
A Trisul e a Helbor, por exemplo, comunicaram a investidores que os recursos captados vão para a compra de terrenos e o lançamento de novos projetos. Na oferta mais recente, precificada nesta semana, a corretora LPS quer direcionar os aportes para desenvolvimento de tecnologia, marketing, capital de giro, além de aquisições focadas no setor de tecnologia.
Há, entretanto, as incorporadoras mais endividadas, que ainda não absorveram totalmente o impacto da crise econômica e da onda de distratos nos últimos anos. A Tecnisa separou o dinheiro para pagar dívidas, reforçar o capital de giro e, só depois disso, recompor seu estoque de terrenos. E a Gafisa realizou duas captações no ano, voltadas para quitar débitos com fornecedores e terminar obras que chegaram a ficar temporariamente paralisadas em meio a disputas societárias. Aliás, ao contrário das demais empresas que foram ao mercado público, a Gafisa optou por um aumento de capital privado.
Imóveis comerciais
A Cyrela Commercial Properties, do empresário Elie Horn, usará um quinto dos recursos para redução de endividamento e o restante para aquisição e desenvolvimento de novos projetos. A CCP é dona de sete shoppings, como Tietê Plaza e Cidade São Paulo, além de 15 prédios corporativos, como o Faria Lima Financial Center e o Miss Silvia Morizono, na zona sul da capital paulista.
Caminho semelhante será trilhado pela Log Commercial Properties, que anunciou ontem um ambicioso plano de crescimento que irá mais do que dobrar o seu portfólio de galpões logísticos até 2024. A empresa da família Menin, controladora da MRV, tem clientes como Correios, Ambev e Magazine Luiza, que usam os imóveis como armazéns e centros de distribuição de mercadorias.

Fonte: Exame

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07 nov 2019

Setor de compósitos projeta alta de 2% no faturamento de 2019

Levantamento contratado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO) prevê uma receita de R$ 2,703 bilhões no período

No primeiro semestre, o setor brasileiro de compósitos faturou R$ 1,298 bilhão, 0,24% acima do registrado em igual período do ano passado. Ainda que o desempenho tenha sido praticamente idêntico, a expectativa para o 2019 é de um crescimento de 2%, totalizando R$ 2,703 bilhões. Os números fazem parte do mais recente levantamento feito pela Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO).
Em relação às matérias-primas, prossegue a pesquisa, foram consumidas 98 mil toneladas de janeiro a junho, que devem se somar as 106 mil toneladas previstas para o segundo semestre. Assim, o volume de resinas, fibras de vidro e demais insumos processados em 2019 totalizará 204 mil toneladas, 1% a mais do que em 2018. A geração de empregos, por sua vez, apresentará ligeira queda de 0,6%, perfazendo 62,5 mil vagas.
“Nossas projeções para 2019 eram mais positivas, mas a estagnação econômica foi maior do que imaginávamos. De toda a forma, será o terceiro ano consecutivo que o setor de compósitos fechará no azul”, comenta Erika Bernardino Aprá, presidente da ALMACO.
Com uma fatia de 35% do consumo local de compósitos de poliéster, a construção civil aparece à frente de transporte (30%), corrosão/saneamento (19%) e náutico (3%), entre outros. Já a geração de energia eólica responde por 90% da demanda por compósitos de epóxi. O setor de petróleo fica em segundo lugar, com 5%.

Sobre a ALMACO
Fundada em 1981, a ALMACO tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a ALMACO tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.
Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro –, os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, associados à liberdade de design. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d’água, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus, trens e aviões.

Para mais informações, acesse www.almaco.org.br

Fonte: SLEA Comunicação

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07 nov 2019

Petrobras aposta em troca de cabos por compósitos

A estatal Petrobras espera que, futuramente, a utilização de compósitos seja suficiente para substituir algumas estruturas de aço em tubos flexíveis de campos offshore. Isso porque a troca seria um facilitador, especialmente quando se trata do desenvolvimento de numerosas áreas do pré-sal.
Já faz algum tempo que a estatal considera o uso de compósitos híbridos em risers e linhas de fluxos de catenária suspensos no campo de Mero, localizado no bloco de Libra. Para o engenheiro da Petrobras, Walter Carrara Loureiro, a iniciativa se encaixa perfeitamente em diversos projetos da companhia – inclusive o próprio campo de Mero, que está sendo usado como protótipo de teste de diversos tipos de tecnologias.
“Ao usar compósitos em nossos projetos futuros, poderemos chegar a profundidades maiores, ter tubos mais largos e talvez alterar todo o layout de nossos sistemas submarinos”, relatou Loureiro.

Fonte: Panorama Off Shore.

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07 nov 2019

Tecniplas exporta tanques de compósitos para o Paraguai

Reservatórios serão instalados em uma fábrica de alimentos

Líder brasileira na fabricação de tanques e equipamentos especiais em compósitos de PRFV (Plástico Reforçado com Fibras de Vidro), a Tecniplas acaba de despachar 14 tanques para o Paraguai. Os reservatórios serão instalados em uma fábrica de alimentos.
Com diâmetros que variam de 2.500 mm a 3.000 mm e capacidades entre 15 m³ e 70 m³, os tanques farão parte de sistemas de armazenagem de água – ácida, gelada e potável –, produtos químicos, a exemplo de soda cáustica, e efluentes industriais em geral.
“Foram desenvolvidos nas configurações vertical e horizontal para o trabalho em temperatura ambiente e sob pressão atmosférica”, observa Luís Gustavo Rossi, diretor da Tecniplas.
Em relação aos tanques para o armazenamento de água potável, Rossi destaca que a Tecniplas possui o Laudo de Inocuidade das resinas que processa, conforme exige a Portaria de Consolidação nº 05, de 28/09/2017, Anexo XX. “Isso nos habilita a fornecer reservatórios usados para a armazenagem não só de água potável, mas de qualquer tipo de insumo consumido pela indústria de alimentos e bebidas”, explica.
Além de ser atóxico e inócuo, ele salienta, o PRFV é mais competitivo do que o aço inox normalmente empregado na fabricação dos tanques para a armazenagem de matérias-primas do setor alimentício.
“Com as mesmas dimensões e características técnicas, os tanques de plástico reforçado podem custar até 35% menos do que os de aço inox. Sem contar que são monolíticos, ou seja, moldados em uma única peça. Isso significa que não existem pontos de solda, áreas normalmente sujeitas a vazamentos”, detalha.

Sobre a Tecniplas
Fundada em 1976, a Tecniplas é a maior fabricante brasileira de tanques e equipamentos especiais de compósitos em PRFV (plástico reforçado com fibras de vidro). Situada em Cabreúva (SP), onde mantém uma fábrica de 32 mil m², a Tecniplas atende os setores de álcool e açúcar, papel e celulose, cloro-soda, química e petroquímica, fertilizantes, alimentos e bebidas e saneamento básico. Para mais informações, acesse www.tecniplas.com.br

Fonte: SLEA Comunicação

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24 out 2019

GE fecha venda de 132 MW em turbinas eólicas à EDF no Brasil

A norte-americana GE fechou contrato para fornecer turbinas eólicas a um projeto da francesa EDF no Brasil, no primeiro acordo no país envolvendo máquinas de sua plataforma Cypress, informou a companhia em comunicado nesta terça-feira.
O negócio envolve a entrega de 25 turbinas com 5,3 megawatts em potência cada, em total de 132,5 megawatts, além de serviços de operação e manutenção dos equipamentos por período de 20 anos.
“As unidades da (turbina) Cypress serão produzidas na fábrica da GE em Camaçari (BA) e as pás serão produzidas pela LM Wind Power, uma unidade da GE Renewable Energy localizada em Porto de Suape (PE)”, disse a GE Renewable Energy em nota.
Parte inferior do formulário
Os equipamentos serão instalados no parque eólico Ventos da Bahia, a cerca de 350 quilômetros de Salvador, que já possui 182 megawatts em capacidade e será ampliado pela EDF.
A GE estimou ter uma participação de mercado de 40% no mercado eólico brasileiro, considerando um total de 7,5 mil turbinas já instaladas nos mais de 600 parques eólicos do país.

Fonte: Moneytimes

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24 out 2019

Comitê Telhas

Porta-vozes das empresas Cersan, Cofibra, Cosmoplas, Fibralit, Fibrarte e Glassmar – fazem parte do Comitê de Telhas da ALMACO – reuniram-se no último dia 15 de outubro na sede da associação.
As discussões giraram em torno das estratégias de divulgação que o grupo adotará em 2020, além de tópicos acerca de qualidade e normatização.
“O Comitê de Telhas está bastante motivado. Tenho certeza de que, com o suporte da ALMACO, conseguirá implantar ações que trarão muito retorno a toda a cadeia produtiva”, comentou ao final da reunião Erika Bernardino Aprá, presidente da associação.
Leves, resistentes e translúcidas, as telhas de compósitos são largamente utilizadas em aplicações industriais e residenciais.

Fonte: SLEA Comunicação

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24 out 2019

Embraer anuncia acordo para venda de 64 jatos executivos por US$ 1,4 bilhão

Cliente é a empresa norte-americana Flexjet, uma das líderes no mercado de transporte por jatos particulares. Empresa será a primeira frotista dos jatos Praetor.

A Embraer, fabricante de aviões brasileira, anunciou nesta segunda-feira (21) um acordo para venda de 64 jatos executivos para a empresa norte-americana Flexjet por cerca de US$ 1,4 bilhão. O negócio prevê uma frota de jatos Praetor e Phenom 300.
O anúncio do contrato firmado ocorreu durante uma coletiva de imprensa de uma feira de aviação executiva em Las Vegas, nos Estados Unidos. Com o acordo, a Flexjet, uma das líderes no mercado de transporte por jatos particulares, se torna o primeiro cliente frotista dos jatos Praetor.
A fabricante brasileira informou que esse é um dos maiores contratos da Embraer na aviação executiva. O acordo foi incluído na carteira de pedidos (backlog) da Embraer do segundo trimestre de 2019.
A Embraer informou que a Flexjet deve começar a receber os primeiros aviões do contrato ainda neste ano. Não há um prazo para a entrega de todos os jatos.

Jatos Praetor

Os jatos Praetor 500 e Praetor 600, são da nova família de aeronaves da companhia, baseadas na plataforma dos Legacy 450 e 500. Segundo a Embraer, os jatos têm entre seus diferenciais a performance, autonomia e a versatilidade.
De acordo com a Embraer, a autonomia do Praetor 600 é de 7.223 km, o que permite voos sem escala entre São Paulo e Cidade do Cabo, na África do Sul, Fortaleza a Madri, Manaus a Nova Iorque, por exemplo. A aeronave tem capacidade para até 12 passageiros.
Já o Praetor 500 foi classificado pela Embraer como “a aeronave de porte médio mais rápida do segmento, capaz de alcançar qualquer cidade da América do Sul, a partir de Brasília”. A autonomia dele é de 6.019 km e capacidade máxima para 9 passageiros.
Os aviões também contam com com tecnologia de controle de voo eletrônico completo Fly-by-Wire e redução ativa de turbulência.

Fonte: Por G1 Vale do Paraíba e Região

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24 out 2019

Top of Mind da Indústria de Compósitos 2019

Organizada pela ALMACO, principal premiação do setor contempla 26 categorias

O levantamento que apontará os vencedores do Top of Mind da Indústria de Compósitos 2019 já começou.
Principal prêmio do setor de compósitos, o Top of Mind deste ano contemplará 26 categorias, entre matérias-primas, processos e equipamentos.
A ALMACO é a responsável pela premiação, que conta com o trabalho de pesquisa independente da Destaque Business Research (o levantamento está sendo feito por e-mail e telefone).
A cerimônia de premiação acontecerá no dia 12/12, no Auditório Bionano, no IPT, em São Paulo.
Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – por exemplo, fibras de vidro – os compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de tanques, tubos e pás eólicas a peças de barcos, ônibus e aviões.

Fundada em 1981, a ALMACO tem como missão representar, promover e fortalecer o desenvolvimento sustentável do mercado de compósitos. Com administração central no Brasil e sedes regionais no Chile, Argentina e Colômbia, a ALMACO tem cerca de 400 associados (empresas, entidades e estudantes) e mantém, em conjunto com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Centro de Tecnologia em Compósitos (CETECOM), o maior do gênero na América Latina.

Para inscrições e-mail marketing@almaco.org.br

Fonte: ALMACO

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24 out 2019

Curso Compósitos Avançados – 26 e 27 de novembro

Fique por dentro dos próximos cursos técnicos ALMACO. Não perca a oportunidade de aprender as boas práticas ou aperfeiçoar as suas técnicas de base para elaborar trabalhos com resinas combinadas com fibras de vidro.
26 e 27 de novembro – Compósitos Avançados
Associados: R$ 800,00
Não associado: R$ 1.000,00
Informações:
Horário: 8h30 às 17h00
Local: ALMACO/CETECOM – Av. Prof Almeida Prado, 532 – térreo – prédio 31 – sala 11 – Cidade Universitária – SP
Para inscrição ou mais informações entrem em contato conosco através do tel: (11) 3719-0098 ou pelo e-mail: marketing@almaco.org.br

Fonte: ALMACO

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