Bruto por natureza: Implementos brasileiros são mais robustos

Bruto por natureza: Implementos brasileiros são mais robustos

Sempre que visitam feiras internacionais de transporte os empresários brasileiros se deparam com as gritantes diferenças entre os implementos produzidos lá fora e os fabricados em nosso país.

Enquanto na Europa e EUA predomina o uso de materiais que beneficiam o design, a aerodinâmica e a leveza, além da segurança na forma de freios ABS, suspensão a ar e muitos outros ítens, o Brasil ainda vive um processo de transição. Para aguentar a baixa qualidade das nossas estradas, os implementos produzidos localmente são fabricados em aço em sua grande maioria, no lugar do alumínio e precisam contar com suspensões bem mais robustas e pesadas, entre outras diferenças.

Segundo João Librelato, diretor Comercial da Librelato, o mercado brasileiro de implementos rodoviários se destaca por suas particularidades, que refletem as dimensões continentais do Brasil e a diversidade de aplicações regionais. Por isso, o país adota um modelo protecionista, onde as especificidades locais moldam a indústria de transformação.

O Amazonas tem um tipo de economia totalmente diferente do Piauí, do Paraná ou do Espírito Santo. Cada estado exige um produto específico diante de suas próprias características“. Essa necessidade de customização e assistência técnica próxima, explica o diretor, dificulta a entrada de competidores internacionais, como demonstram as tentativas frustradas de empresas como Krone, Kögel e Schmitz Cargobull no mercado brasileiro, por exemplo.

Librelato admite que enquanto os fabricantes do exterior priorizam a eficiência energética nos implementos, o Brasil ainda avança lentamente nesse aspecto (ver quadro). “Mas, também não paramos no tempo”, ressalva o especialista. Ele lembra que a Librelato investe em design aerodinâmico, como no lançamento da primeira basculante premium com apenas uma costela (estrutura de sustentação), que reduz o arrasto e oconsumo de combustível.

Testamos soluções como capas para protetores ciclistas, que chegam a reduzir 5% do consumo, mas o custo ainda é uma barreira“, explica.

Fonte: Frota&Cia