17 jun 2021

Valorização do açúcar pode tirar ainda mais a competitividade do etanol

A quebra da safra de cana, em torno de 6%, em todo o Centro-Sul do Brasil por conta da seca e a valorização do açúcar no mercado interno e internacional tem levado as usinas do Paraná e do Brasil a direcionarem a maior parte da produção para o processamento de açúcar, em detrimento do etanol. A saca de 50 quilos de açúcar, que em junho do ano passado custava R$ 90, neste ano está custando R$ 117.

Em consequência, a pressão sobre o preço do combustível também aumenta, comprometendo sua competitividade. O litro do etanol hidratado (usado para abastecer os veículos), que em maio de 2020 custava R$ 1,88, em maio desse ano estava custando R$ 3,57. “Apenas nos primeiros cinco meses desse ano houve uma valorização positiva do etanol de 90% por causa da quebra na safra de cana de açúcar e pelo aumento no preço da gasolina”, diz Maurício Muruci, analista de açúcar e etanol da consultoria Safras e Mercado.

Fonte: Gazeta do Povo

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17 jun 2021

Marcopolo lança ônibus direcionado ao setor de fretamentos

Atenta ao avanço do segmento de fretamento contínuo de passageiros, a Marcopolo desenvolveu um modelo de ônibus direcionado para esse mercado, o Viaggio 800, que, segundo a encarroçadora, combina conforto, robustez e confiabilidade, além de apresentar a melhor relação custo-benefício.

Desenvolvido para atender as especificidades do setor, o novo ônibus apresenta – entre seus diferenciais – largura de 2,60 m, o que proporciona mais conforto aos ocupantes, além de garantir o maior distanciamento necessário em tempos de pandemia. Disponível nas configurações para 48 e 52 passageiros, o Viaggio 800 pode ter de 12,40 m a 13,50 m de comprimento, respectivamente.

“Seguimos com os investimentos em inovações para o nosso portfólio, focados em acompanhar as tendências e transformações do mercado”, declarou Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais e marketing da Marcopolo. “O segmento de fretamento está em constante expansão, principalmente, quando ao fazermos um balanço dos últimos três anos, registramos 4.646 unidades comercializadas”, acrescentou.

O Viaggio 800 foi desenvolvido para ser montado sobre diferentes opções de chassis com motor dianteiro, além de garantir manutenção fácil e rápida. A Marcopolo já vendeu mais de 100 unidades do novo ônibus, com as seis primeiras sendo entregues à Piccolotur/SP, uma das mais tradicionais empresas de fretamento de Jundiaí (SP) e região.

Na parte interna, o modelo traz novo acabamento interno na cabine do motorista, assim como nova parede de separação. A iluminação é inteiramente de LED e a empresa oferece duas opções de poltronas modelo Executiva. O ônibus conta ainda com elevador para garantir total acessibilidade.

Fonte: Automotive Business

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17 jun 2021

Estatal de saneamento terá que comprovar saúde financeira para manter serviços

As companhias estaduais e municipais de água e esgoto terão que comprovar, até o começo do ano que vem, que têm dinheiro em caixa e capacidade de investir, para cumprir as metas do país de universalização dos serviços de água ou esgoto.
Se não, correm o risco de perder o direito de operar nas áreas onde atuam. Neste caso, o serviço pode ter que ser levado à privatização ou a um contrato de Parceria Público-Privada (PPP).

As regras de como isso deverá ser feito fazem parte de um decreto publicado na última semana (10.588/21) pelo governo federal, que regulamenta e complementa o Novo Marco Legal do Saneamento, legislação em vigor desde julho do ano passado que visa destravar investimentos e ampliar a entrada de companhias privadas no setor.

O novo marco já previa a exigência de comprovação da saúde financeira das estatais para que pudessem continuar prestando os serviços, mas, para começar a valer, a regra dependia da definição de quais seriam os critérios para fazer essa avaliação. É isso que o decreto editado nesta semana, com quase um ano de atraso, faz. Por isso, era um dos mais aguardados pelas empresas, especialistas e gestores públicos do setor.

Na prática, as novas normas elevam as exigências para as empresas prestadoras dos serviços de saneamento, mais de 90% delas estatais, estaduais ou municipais, mesmo que a presença de operadoras privadas já seja permitida há duas décadas no país.
Caso os resultados financeiros da estatal apontem que ela não tem capacidade de investir e de ampliar sua cobertura, a companhia ou o governo responsável por ela terão que apresentar alternativas.

As opções incluem tanto a realização de uma PPP, em que uma empresa privada entra como parceira nos investimentos e na administração da rede, ou um plano de desestatização, para privatização ou concessão da companhia em moldes semelhantes ao que foi feito recentemente com a Cedae, a estatal de água e esgoto do estado do Rio de Janeiro.

O importante é que seja apresentado pela companhia e pelo governo de onde virá o dinheiro para os investimentos necessários para a ampliação dos serviços nos anos à frente.

“A fragilidade financeira das empresas estatais de saneamento é um problema histórico”, diz o economista Gesner Oliveira, sócio da consultoria GO Associados e ex-presidente da Sabesp, a companhia de saneamento de São Paulo.

“Muitas não têm capacidade de investir, têm um patrimônio líquido negativo; a situação delas é de penúria e quem paga são os cidadãos, já que a cobertura não avança.”

Hoje, 16% da população urbana do país ainda não recebe água tratada em casa e quase a metade, 46%, não tem coleta de esgoto, o que significa que os despejos são jogados das casas nas ruas e córregos sem controle.

Fonte: CNN Brasil

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17 jun 2021

Ministro da Infraestrutura prevê R$ 1 trilhão em contratação

Na semana passada, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, pronunciou que serão contratados mais de R$ 1 trilhão em infraestrutura nos próximos meses.

A declaração aconteceu durante sua participação no segundo dia do Fórum de Investimentos Brasil 2021 (BIF).

O ministro disse, ainda, ser possível prever acontecimentos interessantes para o próximo semestre. Ele destacou que o ano de 2022 pode ser muito forte em termos de transferências de ativos para a iniciativa privada.

Freitas também citou vários projetos a serem leiloados e a passarem por concessões, como portos, aeroportos e rodovias. Além disso, mencionou a privatização do metrô de Belo Horizonte, da Eletrobras, ativos na área de saneamento, leilões de linhas de transmissão, entre outros.

Segundo ele, R$ 260 bilhões desse valor serão para a área de transportes e devem ser implementados até o final de 2022.

“Isso promoverá maior transformação da logística da nossa história”, enfatizou a potenciais investidores domésticos e internacionais.
O ministro também mencionou que boa parte será investida em questões ambientais, como despoluição de rios. “O que está por vir é grande, é da magnitude do Brasil.”

Fonte: O Estado de São Paulo

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17 jun 2021

Bioeletricidade pode ajudar a salvar o Brasil da falta de energia

O ministério de Minas e Energia deverá realizar, em breve, licitação para aquisição de eletricidade gerada a partir de biomassa de cana-de-açúcar. “A previsão é de que a portaria de consulta pública das diretrizes do leilão de contratação de biomassa seja publicada até o final deste mês”, disse o ministério em nota.

Atualmente, apenas 15% da energia gerada a partir dos resíduos da cana-de-açúcar são aproveitados na rede nacional de energia (Sistema Interligado Nacional). Levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e da Cogen (Associação da Indústria de Cogeração de Energia) aponta que centrais movidas a biomassa principalmente de bagaço de cana poderiam gerar 1.249 GWh (gigawatts-hora) adicionais em energia entre julho e dezembro de 2021 e mais que o dobro disso em 2022 com medidas de incentivo do governo, como um leilão emergencial para compra da produção extra.

Fonte: TN Petróleo

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17 jun 2021

Volkswagen inicia produção de caminhão elétrico no Brasil

A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou nesta segunda-feira (14) a produção do modelo e-Delivery, o primeiro caminhão elétrico totalmente desenvolvido, concebido e aprovado no Brasil pela montadora. O modelo (4×2), de 11 toneladas, deixou a linha final de montagem nesta manhã. Além dele, também deve ser fabricado um ainda maior, de 6×2 (seis pontos de apoio por dois eixos de tração).

Ao todo, a companhia investiu R$ 150 milhões para a adaptação da fábrica em Resende (RJ) para a fabricação do lançamento — em 2019, na época do anúncio da fabricação do novo modelo, a companhia afirmou que 80% dos recursos viriam do BNDES e o restante do capital próprio.

O novo modelo deve custar cerca de 2,7 vezes o valor de um caminhão com motor a combustão. Ao mesmo tempo, a montadora defende que o custo total operacional de ter um veículo elétrico é 60% menor do que o de um caminhão com motor a diesel — fazendo com que se torne mais atrativo e com payback em cerca de um ano.

Fonte: Exame

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10 jun 2021

Eve e Helisul se unem em Mobilidade Aérea Urbana para o Brasil

A Eve Urban Air Mobility e a Helisul Aviation, um dos maiores operadores de helicópteros da América Latina, anunciaram hoje uma parceria que terá foco em criar uma estratégia de preparação do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM, em inglês) no Brasil. Além da colaboração no desenvolvimento de produtos e serviços, a parceria inclui um pedido de até 50 eVTOLs com entregas previstas para começar em 2026.

Nos últimos anos, Eve e Helisul têm colaborado para criar em conjunto soluções de Mobilidade Aérea Urbana, aproveitando a infraestrutura de táxi aéreo existente no Brasil – uma das maiores do mundo – para o uso por veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve.

“Com as cidades cada vez maiores e o trânsito mais e mais congestionado, nossa parceria para construir soluções e práticas inteligentes para a mobilidade aérea vai melhorar a qualidade de vida nas grandes cidades, reduzindo a poluição e o tempo de deslocamento das pessoas, com uma opção de transporte porta a porta”, disse Luis Carlos Munhoz da Rocha, Diretor Comercial da Helisul Aviation.

Fonte: Reuters

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10 jun 2021

Bioeletricidade de cana-de-açúcar: energia limpa e renovável

As alterações climáticas causadas pela poluição atmosférica vêm sendo debatidas exaustivamente nos últimos anos, e no Dia Mundial da Energia, celebrado no dia 29 de maio, diversas entidades e organizações mobilizam-se para promover mais consciência no uso da energia elétrica e a importância de poupar recursos naturais.

Alinhada ao movimento global, a Copersucar investe em energia limpa e renovável: das suas 33 usinas sócias produtoras de açúcar e etanol, 16 utilizam palha de cana-de-açúcar para gerar bioeletricidade a partir do uso da biomassa, tornando-se importantes matrizes energéticas de baixo impacto.

“Cada tonelada de cana moída produz 250 kg de bagaço e 200 kg de palha, ambas com 50% de humidade, mas a palha tem um poder calorífero quase duas vezes maior”, explica o gerente de Bioeletricidade da União da Indústria de Cana de Açúcar (UNICA), Zilmar Souza.

Segundo a UNICA, durante a safra canavieira, as 360 usinas do país tornam-se autossuficientes em eletricidade e 60% delas têm capacidade de exportar a produção excedente para a rede elétrica do país, o Sistema Integrado Nacional (SIN). Esse abastecimento é especialmente importante de abril a novembro, período de seca em que os reservatórios estão baixos no Centro-Sul.

Na safra canavieira 20/21, o Estado de São Paulo produziu 11.957 GWh para o SIN, a partir apenas das usinas termelétricas do setor sucroenergético, o que representa 54,4% da geração total. Dados da UNICA apontam que energia elétrica gerada a partir da cana-de-açúcar ilumina 12 milhões de lares brasileiros, o equivalente a 5% do consumo anual no país. Nos últimos dez anos, a bioeletricidade sucroenergética brasileira seria suficiente para abastecer o mundo durante 3 dias e a União Europeia e as Américas Central e do Sul por 22 dias.

“Em 2020, nosso setor ofertou 22,6 KWh para a rede nacional, o que representa 82% da geração geral no período. Esse número poderia ter sido seis vezes maior, pois utilizamos apenas 15% do nosso potencial. Possuímos muita biomassa!”, afirma Zilmar. Estima-se que esse volume tenha evitado a emissão de 6,3 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o que equivale ao cultivo de 44 milhões de árvores nativas durante 20 anos.

Segundo o gerente da UNICA, um ambiente de negócios mais favorável e mais investimentos no setor são vitais, assim como uma nova regulamentação. “Nossa expectativa é que a reforma do setor elétrico se confirme e que, ao final do processo, reconheça o atributo da biomassa na matriz elétrica brasileira”, diz Zilmar.

Fonte: Copersucar

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10 jun 2021

Preço da celulose não cai nem tão cedo, então é bom manter Suzano e Klabin

Já não é novidade que os investidores vivem às turras com o mercado de papel & celulose, ao passo que ações do ramo chegaram a até zerar virtualmente os ganhos no ano.

Entretanto, o Itaú BBA tem uma opinião forte no assunto: é bom manter Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) na mão.

Oferta e estoques de celulose estão pressionados e apontam para uma resiliência nos preços da commodity, segundo relatório ao qual o Money Times teve acesso.

Fonte: Money Times

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10 jun 2021

Vestas atinge 5GW em vendas de nova turbina eólica no Brasil

A fabricante dinamarquesa de turbinas para energia eólica Vestas viu pedidos no Brasil para seu mais recente equipamento lançado no país atingirem a marca recorde de 5 gigawatts, informou a companhia nesta terça-feira, ao anunciar também que criará uma unidade especificamente voltada a países latino-americanos.

A fornecedora disse que a chamada Vestas América Latina terá criação efetivada a partir de janeiro de 2022 e será comandada por Eduardo Ricotta. O executivo liderou antes as operações da Ericsson no Brasil e na América do Sul.

“Nos próximos meses de 2021, a Vestas manterá os clientes e parceiros da região da América Latina informados sobre os benefícios e oportunidades desta nova configuração, que deve trazer mais dinamismo e independência para os negócios locais”, disse a companhia em nota à imprensa.

A Vestas tem presença em 34 países latino-americanos, área antes considerada pela empresa como uma sub-região de negócio.
A fabricante de turbinas disse ainda que seu principal mercado na região, o Brasil, atingiu em maio a marca de 5 gigawatts em pedidos da turbina V150, com 4,2 megawatts em capacidade instalada.

“O modelo, um dos mais modernos do país, começou a ser fabricado em 2019 em Aquiraz (Ceará) e se tornou o mais vendido de todos os tempos no Brasil. Desse total, 2 GW já foram produzidos”, disse a Vestas em nota.

As instalações de energia eólica têm crescido rapidamente no Brasil na última década e hoje correspondem a pouco mais de 10% da capacidade instalada de geração no país, com 18 gigawatts em usinas operacionais, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Fonte: Energia Hoje

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