30 jun 2021

Metade no ar, metade no mar: embarcação voadora pode ser o futuro de travessias na Europa

Um conceito radical de “balsa voadora” que pode chegar a velocidade de até 180 milhas por hora, de acordo com a Brittany Ferries — companhia marítima francesa que opera uma frota de balsas e cruzeiros ferroviários entre França e Reino Unido, Irlanda e Espanha —, está sendo apontado como o futuro dos navios de passageiros, principalmente pela possibilidade de reduzir drasticamente o tempo de travessia entre canais pelo mundo.

Brittany Ferries anunciou recentemente que assinou uma parceria com a startup REGENT (Regional Electric Ground Effect Nautical Transport), com sede em Boston, para produzir o primeiro Seaglider, com expectativa de conclusão em meados de 2028, transportando até 150 passageiros do Reino Unido para a França.

O projeto elétrico é descrito como um planador marinho, e tem como objetivo combinar o conforto dos hidrofólios, a eficiência aerodinâmica de um hovercraft (veículo que não trafega diretamente na água ou no solo, mas “flutua” sobre um colchão de ar pressurizado) e a velocidade de uma aeronave.

Além do mais, o Seaglider poderia atracar em portos de balsa existentes, eliminando a necessidade de qualquer investimento em infraestrutura.

Fonte: Náutica

Compartilhe
30 jun 2021

Construtora anuncia hotel espacial com gravidade artificial

Uma empresa pouco conhecida do setor aeroespacial, a Orbital Assembly Corporation, dos EUA, anunciou que já detém toda a tecnologia para construir um hotel espacial em órbita da Terra.

E a proposta é ambiciosa: Construir uma estação espacial com gravidade artificial, muito parecida com a icônica estação do clássico 2001: Uma Odisseia no Espaço.

Antes disso, porém, a empresa quer se firmar como a primeira “construtora espacial”, uma empresa de projetos e engenharia que pretende fazer no espaço tudo o que se espera de uma empreiteira: “Construir coisas no espaço”.

A primeira das tecnologias que a empresa apresentou é o DSTAR, sigla em inglês para Robô Demonstrador de Montagem de Treliças Estruturais.

“Assistir ao DSTAR montando a estrutura de treliça de seis toneladas e se expandir para o comprimento de um campo de futebol, como será no espaço, foi uma emoção para todos. Estamos no caminho certo para o nosso primeiro prazo de lançamento de missão, programado para 2023,” anunciou Tim Alatorre em uma nota à imprensa.

Não foram dados mais detalhes sobre o robô, mas a empresa já listou o seu cronograma para se tornar uma empreiteira espacial.

Os planos incluem lançar, já em 2023, uma missão de demonstração, na qual o robô será rebatizado de DSTAR para PSTAR, devido à troca do termo “Demonstrador” por “Protótipo”.

O PSTAR montará uma estrutura circular em treliça com 52 metros de diâmetro, que deverá se tornar o anel central do futuro hotel, que se chamará Estação Espacial Voyager.

Fonte: Engenharia Compartilhada

Compartilhe
30 jun 2021

Nova Zelândia vai proibir a maioria dos plásticos de uso único até 2025

A Nova Zelândia anunciou que banirá uma faixa de plásticos descartáveis, incluindo cotonetes, sacolas, talheres, pratos e tigelas, canudos e rótulos de frutas.

As proibições, que serão implementadas gradualmente entre 2022 e 2025, “Garantiriam que viveríamos de acordo com nossa reputação limpa e verde”, disse ele. Autoridades estimam que a nova política removerá mais de 2 bilhões de itens de plástico descartáveis ​​dos aterros sanitários e do meio ambiente do país a cada ano.

A Nova Zelândia já proibiu a maioria das sacolas plásticas descartáveis ​​em 2019, mas as mudanças incluirão embalagens para produtos hortifrutigranjeiros, bem como uma série de outros itens. Essas etapas seguem proibições semelhantes no exterior: proibir sacolas plásticas agora é comum em todo o mundo, e o Reino Unido introduziu uma proibição de canudos de plástico, agitadores e cotonetes em 2020. A UE votou por uma proibição semelhante a ser introduzida este ano. Em alguns países, a Covid-19 paralisou o progresso com os plásticos – vários estados dos EUA revogaram suas proibições às sacolas plásticas e suspenderam a nova legislação para limitar os produtos de plástico quando a pandemia atingiu seu auge. Grupos ambientalistas também relataram enormes quantidades de “resíduos Covid” – incluindo luvas de plástico, frascos de desinfetante para as mãos e máscaras cirúrgicas – estão entupindo os oceanos.

As novas proibições foram passos importantes, mas ainda perderam muitos dos maiores produtores de resíduos plásticos na Nova Zelândia, disse Assoc Prof Terri-Ann Berry, diretor do Centro de Pesquisa de Soluções Ambientais da Unitec. Ela disse que, embora chamar a atenção do público para o lixo doméstico seja vital, “é muito fácil esquecer que alguns de nossos setores mais comerciais também são grandes usuários de plástico”. A construção e a demolição, por exemplo, foram responsáveis ​​por até 50% dos resíduos de aterro sanitário na Nova Zelândia.

O governo da Nova Zelândia também tem xícaras de café e lenços umedecidos em vista, mas Parker disse que é preciso trabalhar para criar alternativas e que o governo anunciará os próximos passos para esses itens no próximo ano. O governo também anunciou um fundo para que as empresas pesquisem alternativas aos plásticos descartáveis.

Fonte: Portal Saneamento Básico / The Guardian

Compartilhe
30 jun 2021

Déficit em produtos químicos é recorde

O déficit na balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 14,5 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses de 2021, de acordo com informações divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Esse valor é 27% superior àquele de igual período em 2020 e chega na inédita marca de US$ 33,5 bilhões em bases anualizadas.

“Esse recorde de saldo negativo nos últimos 12 meses (de junho de 2020 a maio de 2021) é resultado das importações de US$ 45,2 bilhões e das exportações de US$ 11,7 bilhões, em produtos químicos, respectivamente aumentos de 9,4% e de 7,4% na comparação com os dados consolidados de 2020”, indica.

Entre janeiro e maio, os produtos farmacêuticos (US$ 5,1 bilhões), os intermediários para fertilizantes (US$ 3,1 bilhões) e as resinas termoplásticas (US$ 2,2 bilhões) foram os principais grupos da pauta de importação brasileira de produtos químicos. “Já quanto às exportações, o grupo de produtos inorgânicos diversos (especial destaque para alumina calcinada) foi aquele com maiores vendas ao exterior, de US$ 1,6 bilhão, aumento de 5,7% na comparação com igual período do ano anterior, representando praticamente 30% de todas as vendas externas, que foram de US$ 5,4 bilhões, entre janeiro e maio”, completa.

“Em termos de quantidades físicas, as movimentações em produtos químicos foram recorde tanto com as importações de 21,5 milhões de toneladas quanto com as exportações de 6,8 milhões de toneladas; aumentos, respectivamente, de 13,9% e de 5,9% em relação aos registros entre janeiro e maio do ano passado”, conclui.

Fonte: Agrolink

Compartilhe
30 jun 2021

AkzoNobel vai adquirir Grupo Orbis e expandir posição na América do Sul e Central

A AkzoNobel deve expandir ainda mais sua posição de longo prazo na América do Sul e Central após chegar a um acordo para adquirir o Grupo Orbis, empresa de tintas e revestimentos sediada na Colômbia. A conclusão está sujeita a aprovações regulatórias e é esperada até o final deste ano ou início de 2022. Os detalhes financeiros não foram divulgados.

Presente em dez países da América do Sul, América Central e Antilhas, o Grupo Orbis consolidou uma receita de cerca de COP $ 1.200 bilhões (€ 260 milhões). A transação inclui os negócios de tintas e revestimentos Pintuco, Andercol e Poliquim (resinas) e Mundial (distribuição e serviços).

Fonte: AkzoNobel

Compartilhe
30 jun 2021

Os desafios da indústria de compósitos

O ano passado foi tão diferente – e confuso – que seus reflexos ainda estão sendo sentidos pela indústria brasileira de materiais compósitos.

Após o abrupto encolhimento do consumo nos primeiros meses da pandemia, houve uma surpreendente reação em meados de julho. Tão grande que certos segmentos, como o de piscinas, registraram recordes históricos de vendas. O mercado agrícola, imune à crise sanitária, também puxou para cima a demanda por compósitos, na forma principalmente de implementos e componentes de caminhões.

Em paralelo, os preços dos insumos dispararam em todo o mundo. Turnos reduzidos por causa da pandemia e algumas questões localizadas, como a nevasca no Texas, que interrompeu o funcionamento de plantas petroquímicas, reduziram de forma importante a disponibilidade de determinadas matérias-primas usadas na produção de resinas termofixas.

Assim, a combinação de baixa dos estoques em um primeiro momento com a recuperação da demanda global, que ficou bem acima das capacidades produtivas de toda a rede de suprimentos, determinou a escalada de preços que estamos acompanhando.

É importante salientar, contudo, que as cadeias produtivas dos outros materiais têm experimentado situações semelhantes ou até mais radicais em termos de subidas de preço. Por exemplo, o aço. Até junho de 2021, o valor praticado no Brasil acumulou alta de 65%. O salto foi de impressionantes 149% se considerados os últimos 12 meses.

De volta aos materiais compósitos, a escassez de fibras de vidro também é um fator preocupante. As importações da Ásia, que eram responsáveis por suprir 25% da demanda brasileira, caíram 80% no primeiro trimestre de 2021. A capacidade doméstica, por sua vez, não é suficiente para dar conta do volume exigido pelos transformadores em tempos de retomada econômica – alta de 1,2% do PIB de janeiro a março e expectativa de 4,6% no ano.

São esses os desafios colocados na mesa da indústria brasileira de compósitos, e não há saídas fáceis, ao menos por enquanto.

Pelos lados da INEOS Composites, manteremos inalterado o compromisso de longo prazo com os nossos clientes. Desde o início de nossas atividades no Brasil, criamos alianças baseadas em relacionamentos duradouros e sustentáveis para todos os envolvidos. E essa continuará sendo a nossa estratégia, a despeito da duração e força das turbulências.

Fábio Sanches é diretor comercial para a América do Sul da INEOS Composites

 

Fonte: SLEA Comunicação

Compartilhe
24 jun 2021

Faturamento da indústria de materiais de construção cresce 35,8% em maio

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), em maio de 2021, o faturamento deflacionado do setor produtivo aumentou 35,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação entre os primeiros cinco meses de 2021 e os de 2020, houve aumento de 27,1% no faturamento. No acumulado em 12 meses, o avanço foi de 15,2%.

Apesar dos resultados, o faturamento da indústria de materiais registrou queda de 0,5% em relação a abril, já ajustado sazonalmente.

Com relação aos dados consolidados de faturamento da indústria de materiais de construção em abril de 2021, no período, o setor teve faturamento 66,4% maior que o observado em abril de 2020.

Com o resultado consolidado, o crescimento acumulado no ano pelo setor atingiu a marca de 27,1% na comparação com o mesmo período de 2020.

A pesquisa estima, ainda, que haverá crescimento de 4% no faturamento total deflacionado dos materiais de construção em relação ao ano passado.

“Importante reiterar que o setor depende de muitas externalidades para o seu crescimento sustentável. Como exemplos, destacamos a aceleração da tramitação no Congresso das pautas de reformas estruturantes, de redução do Custo Brasil e de simplificação do ambiente de negócios; a busca conjunta por todos os elos da cadeia da construção de medidas e ações que possam ajudar na redução de custos das matérias-primas; a efetiva retomada das obras de infraestrutura, além da necessidade de intensificar o ritmo da vacinação em todo país”, explica Rodrigo Navarro, presidente da Abramat.

Fonte: AECweb

Compartilhe
24 jun 2021

Carros elétricos serão maioria em vendas já em 2033

Uma nova pesquisa da consultoria EY afirma que, em 2045, as vendas de carros a combustão corresponderão a menos de 1% do total em todo o mundo. A inevitável ascensão dos carros elétricos fará com que eles sejam maioria nas vendas já em 2033, cinco anos antes das expectativas prévias da empresa.

De acordo com o estudo, as rígidas medidas de combate ao aquecimento global na Europa são um dos principais motivos para essa projeção. Além das metas para redução de emissão dos gases de efeito estufa, também haverá multas para as montadoras que não diminuírem suas emissões – muitas delas, inclusive, estão atrasadas nesse processo.

Para a Europa em específico, os veículos elétricos serão maioria nas vendas em 2028. Na China, esse momento acontecerá em 2033. Os EUA, por não terem tomado iniciativas para incentivar a tecnologia durante a administração Trump, ficaram um pouco para trás, com a transição acontecendo em 2036. Mas o governo de Joe Biden promete mudar a situação com a já anunciada promessa de investir US$ 174 bilhões nesse mercado.

Outro motivo para o crescimento dos elétricos é a expansão do interesse da geração millennial pelo transporte individual em uma era pós-covid. Para 30% dessas pessoas, existe o desejo de ter um carro elétrico, afirma a consultoria. Como os preços dos veículos estão caindo, em especial pelo barateamento das baterias, o sonho de ter um Tesla ou uma picape F-150 Lightning está mais acessível.

Fonte: Automotive Business

Compartilhe
24 jun 2021

Helvetic Airways recebe seu primeiro Embraer E195-E2

A companhia Helvetic Airways, da Suíça, recebeu hoje a primeira de quatro novas aeronaves E195-E2, na sede da Embraer em São José dos Campos. A Helvetic receberá mais três jatos E195-E2 até o final de julho deste ano.

Em 2018, a Helvetic encomendou 12 E-Jets E2 para iniciar sua renovação de frota: oito aeronaves E190-E2 (já em serviço) e quatro E195-E2 (conversões do pedido original de E190-E2), além do direito de compra para mais 12 aeronaves adicionais.

Sua frota possui, ainda, quatro jatos E190 de primeira geração. Quando os três E195-E2 restantes forem entregues, a operadora terá 16 E-Jets. Ao optar pelas aeronaves da Embraer, a companhia aérea desenvolveu uma frota altamente flexível para operar em suas rotas na Europa: os jatos E195-E2, de 134 assentos, os E190-E2, de 110 assentos, e os E190, de 112 assentos. Devido à comunalidade entre os E-Jets, que garante a mesma habilitação à tripulação, a Helvetic pode programar os três diferentes modelos para atender às variações de demanda, maximizando a eficiência operacional.

Fonte: DefesaNet

Compartilhe
24 jun 2021

Investimentos privados podem contribuir para o crescimento das fontes solar e eólica

O desenvolvimento do setor de energia renovável em um país passa por um tripé, composto por um marco regulatório robusto, estrutura de capital financeiro e recurso da fonte energética razoável. Na avaliação do engenheiro Luiz Ballester, líder do departamento comercial Atlas Renewable Energy no Brasil, os Estados Unidos, as nações da União Europeia e o Chile experimentaram essa evolução e contam, atualmente, com um mercado forte de solar e eólica.

No caso do Brasil, Ballester afirmou que o país tem como base esse mesmo tripé, sendo proativo e com um marco regulatório estável, estrutura de financiamento e um recurso solar e eólico entre os melhores do mundo. “Mas ainda há muito a ser feito. Por isso, os agentes do sistema elétrico nacional constantemente estão discutindo a modernização da questão regulatória e do mercado livre de energia, que são pontos importantes para continuar o crescimento”, disse o especialista, durante o BW Talks Energia Renovável, promovido pelo Movimento BW, iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), no dia 17 de junho.

O segundo fator que pode ser aprimorado está ligado à estrutura de capital, com a abertura para investimentos privados e a oferta novas formas de financiamento. Segundo Ballester, o setor tem crescido, principalmente, com os recursos oferecidos pelo BNDES e pelo Banco do Brasil. Contudo, para a entrada desse capital, é importante seguir prezando pela estabilidade legal, regulatória e de contratos.

Atualmente, grande parte da geração de energia eólica está na Região Nordeste e a solar é encontrada também em estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e São Paulo. Para o engenheiro, há um forte potencial de expansão dessas duas fontes, porém somente as duas não serão suficientes para atender todo o sistema. “A matriz energética nacional precisa de diversas fontes para atender a demanda do país. A curva solar e a curva eólica são complementares na maior parte do tempo, mas em algum momento vai ser preciso outro tipo de fonte, a não ser que haja o armazenamento da energia”, disse.


Fonte: TN Petróleo

Compartilhe

© 2017 ALMACO. Todos os direitos reservados.

Click Me