18 mar

“Petrolistas” podem frear a nova era dos supercarros elétricos

Koenigsegg Gemera, que fez sua estreia pública mundial em março passado, tem uma carroceria de fibra de carbono com um visual quase tão impressionante quanto o de seu antecessor, o Koenigsegg Agera — veículo que até janeiro tinha a distinção de fabricação mais rápida da história. Ele também tem uma versão avançada das portas diedrais do Agera que, abertas, lembram asas levantando voo.  Enormes saídas de ar e retoques aerodinâmicos, por sua vez, tornam o veículo igualmente ameaçador.

Porém, uma diferença radical entre os dois supercarros não é visível até que se abra o capô: em lugar do motor V8 biturboalimentado que é o barulhento coração de 960 cavalos do Agera, o Gemera de 1,5 milhão de euros (1,8 milhão de dólares) tem um motor turboalimentado 2.0 e três cilindros — além de três motores elétricos. A combinação de combustão e tecnológica elétrica é boa o bastante para uma potência combinada de 1.700 cavalos. A previsão é que o Gemera vá de zero a 96,5 km/h (60 milhas por hora, no original em inglês) em menos de 2 segundos.

A montadora sueca não é a única marca de automóveis de elite em busca de energia elétrica para seu futuro. A Pininfarina lançou seu Battista totalmente elétrico de 1.900 cavalos em 2019, mesmo ano em que a Lotus revelou seu Evija elétrico de 1.973 cavalos. Ambos estão na fila da produção deste ano das empresas. A Ferrari, por sua vez, está fabricando seu híbrido SF90 Stradale, de 986 cavalos. A McLaren também revelou um Artura híbrido de 225.000 dólares, que usa um motor elétrico para chegar a 330 km/h (205 mph, no original).

Fonte: Exame

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