20 set

Resina da Ashland faz parte de projeto inovador do mercado sucroalcooleiro

Aropol™ 70451 foi utilizada no tanque de transporte de vinhaça projetado pela Engcom e fabricado pela UPR

No final do mês passado, durante a Fenasucro, o mercado de álcool e açúcar conheceu o tanque de transporte de vinhaça projetado pela Engcom e produzido pela UPR. O equipamento – uma das principais atrações da feira, principalmente devido ao design diferenciado – foi produzido com a resina isoftálica Aropol™ 70451, polímero fabricado pela unidade de Araçariguama (SP) da Ashland, líder global em especialidades químicas. 

De acordo com Alexandre Jorge, gerente de vendas e produtos da Ashland, a resina Aropol™ 70451 apresenta um índice de alongamento de 3,5%, ideal para aplicações sujeitas a elevados níveis de torções. “Os tanques de transporte de vinhaça transitam somente nas usinas e quase sempre em estradas de terra, por isso é vital que a resina seja flexível”, afirma.

Outra característica importante da Aropol™ 70451 para a aplicação desenvolvida pela Engcom é a elevada resistência mecânica derivada da boa adesividade às fibras de vidro. Com isso, explica Evaldo Mota, gerente de desenvolvimento de negócios da Ashland, ocorre uma melhor distribuição das cargas oriundas da vibração ao longo do transporte. “Vale a pena destacar também a resistência química da resina, pois a vinhaça é altamente corrosiva, mesmo transportada a uma temperatura média de 60 ºC”, comenta.

O mercado sucroalcooleiro é importante para a operação da Ashland no Brasil, observa Jorge, sobretudo se essa tendência de aplicações mais sofisticadas tiver continuidade. “Enxergamos outros usos ‘engenheirados’ dos nossos produtos nas usinas, a exemplo de dornas de fermentação, abatedores de gases e tanques para a armazenagem e transporte de etanol”.


Design aumenta a estabilidade

O tanque de transporte criado pela Engcom promete tornar mais rápida, segura e eficiente a movimentação de vinhaça nas usinas. Seu formato de gota aumenta a estabilidade do transporte, pois o centro de gravidade é baixo. “Isso reduz drasticamente os riscos de tombamento do veículo. Assim, as viagens podem ser feitas em tempo menor, evitando que a usina tenha que adquirir vários tanques para transportar a mesma quantidade de vinhaça”, explica Arnaldo Gatto, diretor da Engcom.

Com capacidades que variam de 18 m³ até 36 m³, os tanques da Engcom podem ser acoplados a veículos (“cavalos”) já utilizados pelas usinas. O equipamento também está apto a transportar vinhaça concentrada, com densidade de até 1,4 kg/m³.

 

Fonte: SLEA Comunicação

 

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