23 ago

Fábrica da Vestas em Aquiraz pode ir para a Bahia

A gigante multinacional dinamarquesa Vestas – maior fabricante mundial de equipamentos para a geração de energia eólica – está sendo pressionada pelos governos da Bahia e de Pernambuco a transferir de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, para aqueles estados sua fábrica de pás e aerogeradores, inaugurada em janeiro de 2016 e na qual foram investidos R$ 100 milhões. A fábrica dá emprego a cerca de 600 pessoas, cuja mão de obra é elogiada pelos dinamarqueses.

Fontes do setor de energia, ouvidas por este blog, revelaram que a Vestas criou e desenvolveu um novo aerogerador, capaz de produzir 4,2 MW de energia eólica. Os dinamarqueses querem produzi-lo também no Brasil, em sua fábrica de Aquiraz, mas ainda estudam questões ligadas à logística de transporte, que por sua vez se relaciona à proximidade dos grandes parques eólicos em implantação no Nordeste.

Desde que souberam disso, os governos da Bahia e de Pernambuco tentam influenciar a direção da Vestas a trocar o endereço da fábrica de Aquiraz.

A Bahia, o Ceará e o Rio Grande do Norte, além do Piauí, são hoje abrigo de grandes projetos de geração eólica que já operam e vão operar pelos próximos anos na região Nordeste. Há, pois, um mercado garantido para os novos e para os antigos aerogeradores fabricados pela Vestas.

Mas os governos da Bahia e de Pernambuco pressionam a direção da Vestas no sentido de localizar em sua geografia o que seria uma nova fábrica de aerogeradores.

Aqui no Ceará, a aposta que se faz é na permanência da Vestas em Aquiraz, cuja fábrica deverá ser ampliada, com o que a empresa dinamarquesa economizará algumas dezenas de milhões de reais.

O Ceará e seus vizinhos Piauí e Rio Grande do Norte já têm e terão – ao longo dos próximos cinco anos – grandes parques eólicos, a maioria dos quais utiliza equipamentos fabricados pela Vestas.

A fonte eólica será, pelos próximos 50 anos, o foco dos grandes investimentos na área da geração de energia. O Governo da Bahia tem sido agressivo na atração de investidores e de fabricantes de equipamentos eólicos, área em que o Ceará foi pioneiro.

Fonte: Diário do Nordeste

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