07 jun 2018

Alta da matéria-prima deve dificultar recuperação de setor de Compósitos

Impacto do câmbio e do preço do barril de petróleo na cadeia de produção preocupa indústria que em 2017 apresentou desempenho positivo pela primeira vez após três anos de crise

As altas do dólar e do petróleo preocupam o setor de compósitos, ou plástico de engenharia. Após três anos de crise, a indústria ensaiou uma recuperação em 2017, mas agora avalia o impacto do encarecimento dos insumos.

“A matéria-prima é totalmente relacionada ao dólar e ao petróleo. Impacta o produto final para o cliente da cadeia do plástico que vai produzir um barco ou uma caixa d’água, por exemplo”, afirma o diretor da Polinox, Roberto Pontifex.

Especializada em na fabricação de catalisadores e ceras desmoldantes, matérias-primas dos compósitos, em sua planta em Itupeva (SP), a Polinox prevê, inicialmente, um crescimento de 5% em 2018. “Mas isso pode ser revisto pela queda após o 1º trimestre e o impacto desses preços nos produtos”, revela Pontifex.

O gerente comercial da Dilutec, Marcos Pannellini, explica que, desde outubro do ano passado, questões de economia global estão afetando o setor. “Além do câmbio e do preço do barril de petróleo, a oferta de produto foi readequada e forçou reajustes”. Pannellini conta que a crescente preocupação ambiental do governo chinês fez com que fábricas poluentes fossem fechadas, afetando a cadeia de fornecimento. “A China reduziu a produção e precisou importar. O preço disparou e a oferta diminuiu.”

O executivo afirma que esse suprimento reduzido é comercializado preferencialmente para mercados do hemisfério norte. “O resto do mundo compra o que sobra.”

Pequena retomada

Em 2017, o setor teve crescimento de 1,9% no faturamento, o primeiro resultado positivo desde 2014. “Esse crescimento sinaliza uma recuperação, mesmo sendo sobre uma base muito baixa. O setor perdeu muito nesse período de crise”, aponta o presidente da Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco), Gilmar Lima. O levantamento, feito pela consultoria Maxiquim, mostra que o consumo de matérias-primas aumentou 23,2%, totalizando 196 mil toneladas. Já o número de postos de trabalho apresentou queda 0,9%. De acordo com a Almaco e empresas, o principal vetor dessa recuperação foi o setor automotivo. “O transporte foi o grande responsável, muito em função do desempenho do agronegócio, que impulsiona a fabricação de caminhões e tratores”, destaca Lima. A agropecuária foi o setor com melhor desempenho na economia brasileira no ano passado, com safra recorde de grão, especialmente milho e soja. O bom desempenho impactou a indústria automotiva, que faz diversas aplicações de compósitos, como painéis, compartimentos de motor, componentes mecânicos, elétricos e eletrônicos.

“O setor automotivo deu uma retomada após três anos ruins. O resto está indo sem destaque, acompanhando o crescimento do mercado como um todo”, declara Pontifex.

O executivo afirma que o setor de saneamento é um mercado demandante que enfrenta problemas. “Está patinando, é um segmento que depende de verba pública. Tem um grande potencial, mas não está aquecido. O mercado como um todo começou o ano bem, dando prosseguimento ao ritmo do final 2017, mas houve uma queda a partir de abril.”

Pannellini também identifica uma queda nos negócios ao final do 1º trimestre, mas aponta que no caso da Dilutec, isso já era esperado. “O ano está ocorrendo dentro do esperado. Os nossos mercados mais fortes são bastante sazonais: náutico e piscinas, que vão melhor no verão.”

A empresa fabrica produtos químicos (thinner e gelcoat) e distribuí matérias primas e equipamentos para o setor de compósitos. Suas unidades estão localizadas em Piracicaba (SP) e Senador Canedo (GO).

O gerente comercial explica que o ano da empresa começa de fato em agosto. “É a temporada das piscinas, banheiros e barcos. Comparando ao ano passado, o desempenho deve ser mantido. Vemos o mercado comedido, evitando certas negociações. Há incerteza com cenário político e eleições, e o desempenho deve ser mantido em relação ao ano passado.”

Para 2018, o estudo da Maxiquim projeta um faturamento de R$ 2,841 bilhões e uma elevação de 9,4% ante o resultado de 2017, enquanto o consumo de matérias-primas deve crescer 4,8%, totalizando 205 mil toneladas. Lima acredita que para a recuperação ser mais consistente, o setor deve se mobilizar. “Há muito trabalho a ser feito. Temos que encontrar novos nichos, melhorar eficiência e gestão da produção. Senão, vamos continuar crescendo em um nível muito baixo Nesse ritmo, só voltaremos aos patamares pré-crise em dez anos.”

 FONTE: DCI Indústria

 

 

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07 jun 2018

CURSOS CARACTERIZAÇÃO MECÂNICA e ANÁLISE DE TENSÕES – INSCREVA-SE

Nos dias 18 a 20 de junho a ALMACO ministrará os curso de CARACTERIZAÇÃO MECÂNICA DOS MATERIAIS COMPÓSITOS e CURSO DE ANÁLISE DE TENSÕES E DEFORMAÇÕES PELA TEORIA CLÁSSICA DA MECÂNICA DOS LAMINADOS no CETECOM.

Serão 3 dias de cursos que ajudarão os participantes a desenvolver a capacitação para a análise do comportamento mecânico dos compósitos, identificando o estado de tensões e deformações em laminados estruturais, e o aprendizado dos ensaios mecânicos, O curso abordará a parte teórica e prática e será ministrado pelo Profº Gerson Marinucci,  IPEN/USP.

18 DE JUNHO – CURSO CARACTERIZAÇÃO MECÂNICA DOS MATERIAIS COMPÓSITOS

19 E 20 DE JUNHO – CURSO DE ANÁLISE DE TENSÕES E DEFORMAÇÕES PELA TEORIA CLÁSSICA DA MECÂNICA DOS LAMINADOS.

Horário: 8h às 17h

Local: ALMACO/CETECOM – Av. Professor Almeida Prado, 532 – sala 11

Prédio 31 – Térreo – Cidade Universitária – São Paulo

 

Inscrições abertas! Vagas Limitadas!

 

Para mais informações entre em contato conosco através do telefone (55 11) 3719-0098, pelo e-mail: marketing@almaco.org.br

Fonte: ALMACO

 

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07 jun 2018

LORD lança na Expobor adesivo para a colagem a frio de correias transportadoras

Chemlok® CB 5200 é ideal para a manutenção feita em campo

Especialista no desenvolvimento de adesivos e coatings de alta performance, a LORD, subsidiária local da norte-americana LORD Corporation, participará mais uma vez da Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha (Expobor) – de 26-28/06, no Expo Center Norte, em São Paulo. Na edição deste ano, a principal atração do estande da LORD será o lançamento do Chemlok® CB 5200, adesivo metal-borracha de cura a frio. Ou seja, polimeriza sob temperatura ambiente, o que permite a sua utilização em campo.

“É um produto indicado para o revestimento de tanques e cilindros, além de ser ideal para a realização de reparos de correias transportadoras normalmente utilizadas em jazidas de exploração de minério, fábricas de papel e usinas sucroalcooleiras”, explica Lucas Honorio, responsável pela área de desenvolvimento de novos negócios da LORD na América Latina.
O Chemlok® CB 5200, detalha Honorio, atinge um nível de união de 20 kgf/cm² em duas horas, resultado que garante o cumprimento das exigências da norma NBR 15391-2015, regulamentação referente à emenda por colagem a frio de correias.

“Quando uma esteira transportadora se rompe, a manutenção deve ser feita o mais rápido possível para que sejam reduzidos os prejuízos financeiros. Por isso, muitas empresas, sobretudo as do setor de mineração, adotam como parâmetro o tempo de duas horas disposto em norma para colocar o equipamento de novo em operação. Esse período é atendido tranquilamente pelo nosso novo adesivo”, explica o executivo da LORD.

Ainda a propósito da família Chemlok® – é referência global na união de artefatos de borracha –, Honorio destaca o recente aumento de capacidade da planta que a LORD opera em Saergertown (Pensilvânia, EUA), unidade dedicada exclusivamente à produção de matérias-primas para os adesivos metal-borracha da companhia. “Foram investidos mais de US$ 80 milhões nessa expansão, e esse movimento também é benéfico para a operação brasileira, que poderá responder mais rapidamente aos eventuais aumentos da demanda local”.

Com matriz em Cary (EUA), a LORD atua no Brasil desde 1972. Fundada em 1924, é uma companhia especializada no desenvolvimento de adesivos e coatings, bem como sistemas de controle de vibração e tecnologias de sensoriamento para os mercados automotivo, aeroespacial e defesa, óleo/gás e industrial. Mais em www.lord.com

Serviço:
Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha (Expobor)

Quando: 26-28/06

Onde: Expo Center Norte, São Paulo (SP)

LORD: estande H34

 

Fonte: SLEA Comunicação

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07 jun 2018

Redelease e Marbocote anunciam joint venture

Negócio visa à expansão do fornecimento de desmoldantes semipermanentes

A brasileira Redelease, tradicional distribuidora de especialidades químicas, e a inglesa Marbocote, líder global em desmoldantes semipermanentes, anunciam a criação de uma joint venture. Sediada em São Paulo, a Redelease-Marbocote tem como alvo o atendimento dos mercados de compósitos – um tipo de plástico especial – borracha, pneumáticos, calçados, fundição e poliuretano.

Os contatos entre as empresas tiveram início em 2016, quando a Redelease passou a distribuir os desmoldantes semipermanentes da Marbocote. “Agregamos ao nosso portfólio produtos consagrados internacionalmente, que tiveram excelente aceitação no mercado local. Além disso, a Marbocote desenvolveu formulações exclusivas para atender às necessidades dos clientes brasileiros. A parceria deu tão certo que optamos agora por essa união”, detalha Roberto Iacovella, sócio-diretor da Redelease.

Definida a joint venture, a primeira medida ficou por conta da contratação de Ana Clara Cordeiro para assumir a direção de vendas da Redelease-Marbocote. Profissional com mais de 25 anos de experiência no mercado de agentes desmoldantes, Ana Clara é pós-graduada em gestão financeira pela FGV. “A combinação entre a agilidade e a dedicação com que a Redelease atende os clientes e a qualidade técnica da marca Marbocote me motivou a fazer parte do time”, ela comenta.

No setor de compósitos, avalia Ana Clara, a Redelease-Marbocote já tem uma posição muito bem estabelecida – detém os maiores volumes fornecidos atualmente. “Nas áreas de borracha e pneumáticos, estamos crescendo dia a dia. Os clientes têm testado os nossos produtos e comprovado a sua excepcional qualidade. Em paralelo, contamos com um grupo técnico bastante efetivo, que nos ajuda no trabalho de fidelização”.

De acordo com a diretora de vendas da Redelease-Marbocote, o objetivo da empresa é mostrar ao mercado brasileiro que também existem desmoldantes semipermanentes capazes de se destacar pela maior durabilidade. “Os nossos produtos ‘super duráveis’ surpreendem a maioria dos clientes, pois garantem maior produtividade, são fáceis de aplicar e têm preços competitivos”, conclui.


Sobre a Redelease

Fundada em 1990, a Redelease mantém unidades próprias em Barueri (matriz), São Paulo, Campinas, Sorocaba e São José do Rio Preto, além de cinco unidades licenciadas (Redecenter). Seu portfólio é formado por mais de mil itens, entre eles, resinas poliéster e éster-vinílicas (Ashland); fibras de vidro (Owens Corning); adesivos estruturais (LORD), desmoldantes semipermanentes (Redelease-Marbocote e Ycon), resinas fenólicas e peróxidos orgânicos (AkzoNobel) e tintas de alta performance (Lechler). Para mais informações, acesse www.redelease.com.br.

Sobre a Marbocote

Situada na região de Manchester (Reino Unido), a Marbocote fabrica e distribui uma ampla gama de agentes desmoldantes semipermanentes de alta tecnologia. Seus principais consumidores são os segmentos de moldagem de compósitos e borracha. Para mais informações, acesse www.marbocote.co.uk.

 

Fonte: SLEA Comunicação

 

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