10 maio

Pesquisa apoiada pelo IPT estuda envelhecimento de compósitos

Solucionar problemas na fabricação de estruturas leves é o objetivo do estudo, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)

Olívia de Andrade Raponi estuda os efeitos do envelhecimento da matéria-prima em compósitos

O uso de estruturas formadas pela combinação de dois materiais que resulta em um produto superior, os chamados compósitos, é fundamental na fabricação de produtos tão distintos como coletes à prova de balas, varas para provas de salto, pranchas de surf, pás de helicóptero e fuselagens de avião, entre outros.

Porém, muitas vezes o desempenho final dos compósitos pode ser prejudicado por defeitos de fabricação, e é justamente para impedir que isso aconteça que o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) fez uma parceria com a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI).

O objetivo do estudo é solucionar problemas de envelhecimento da matéria-prima derivados da exposição à temperatura e à umidade durante o processamento. A aluna de doutorado em materiais para engenharia, Olivia de Andrade Raponi, da UNIFEI, avalia os efeitos disso em compósitos para monitoramento do fenômeno e otimização do processo produtivo.

Dentro do programa Novos Talentos, os estudos são realizados no Núcleo de Estruturas Leves, na cidade de São José dos Campos (SP), com duração prevista de quatro anos e foco na utilização de pré-impregnados – materiais compostos por fibras de reforço de polímero, produtos intermediários prontos para moldagem – como matéria-prima para a fabricação de compósitos.

A formação de porosidade é um dos defeitos mais comuns associados ao processamento de pré-impregnados. Por isso, os estudos buscam chegar a um conjunto de dados que permita compreender melhor a influência do envelhecimento da matéria-prima na formação deste tipo de defeito em materiais compósitos.

“O envelhecimento é um fenômeno intrínseco ao processo produtivo do material, que não tem como ser evitado. A ideia é controlar as propriedades e garantir que não haja desperdício de matéria-prima por meio de ajustes de parâmetros de processamento em função das propriedades do material envelhecido”, explica Olivia.

A pesquisadora ressalta a importância da parceria entre instituto e a universidade para o sucesso do projeto e evolução da indústria.

“Existem equipamentos aqui no laboratório que não estão disponíveis na universidade. Além disso, a coorientação é bastante importante, e o contato com outros pesquisadores permite uma troca de conhecimentos que acrescenta muito ao trabalho, em especial se pensarmos que, em relação à universidade e ao mundo acadêmico, o IPT apresenta, na área em que estamos trabalhando, uma visão muito próxima das necessidades indústria”, finaliza.

 

Fonte: São Paulo SP Gov.

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