09 nov

Por que é difícil depender de catalisador importado

Produto enfrenta dezenas de barreiras até chegar ao seu destino final

Catalisador é um produto de classe de risco 5, segundo a classificação da ONU. Resultado: dezenas de obstáculos precisam ser superados quando o assunto é o transporte das “bombonas”, como são conhecidas as embalagens usadas no seu acondicionamento. Isso limita o raio de ação de empresas que exportam catalisadores e, em decorrência, dificulta a vida de quem depende do produto importado.
Com a palavra, Rodrigo Steffanoni, executivo de vendas da Task Logistics, empresa especializada em transporte internacional de cargas nos modais aéreo, marítimo e rodoviário. “Primeiro, há uma enorme burocracia para conseguir liberar a documentação de produtos como os catalisadores. As autoridades alfandegárias exigem, pelo menos, 48 horas para dar o aval, mas nem sempre isso acontece, muitas vezes por causa de uma mínima diferença em relação ao texto original da fatura. A seguir, ficamos na dependência do embarque do material. Por ser considerado perigoso, é preterido por itens perecíveis e outros que não apresentam qualquer risco. E, quando tudo está certo, falta ainda a aprovação do comandante do navio. Não é raro ele se recusar a levar o produto, por mais que todas as exigências tenham sido cumpridas”, descreve.
Depois disso tudo, ao desembarcar no seu destino, o catalisador passa por mais uma batelada de checagens, o que, sobretudo num país marcado por gargalos estruturais como o Brasil, representa dias e dias de espera em que o material fica preso no porto. “Imagine um catalisador fabricado na China. Até chegar aqui, são 45 dias no navio. Somado ao tempo de espera no porto e ao trajeto rodoviário, ele já perdeu uma parte do seu shelf life. E esse problema é agravado pelo fato de os catalisadores serem produtos químicos instáveis, cujo desempenho é radicalmente afetado por problemas de transporte e armazenagem”, observa Sérgio Andrade, gerente industrial da Polinox, maior fabricante latino-americana de catalisadores – opera uma planta em Itupeva (SP).
A Polinox dispõe atualmente de capacidade para a produzir 360 toneladas/mês dos catalisadores Brasnox®, Perbenzox® e Tecnox Super®, entre outros produtos. Ao todo, são mais de 40 tipos – MEKP, BPO, AAP, TBPB, CHP e blendas – indicados para as tecnologias de moldagem aberta e fechada de compósitos, do tradicional processo de spray-up usado na fabricação de caixas d´água e piscinas até a complexa infusão de cascos de embarcações e pás eólicas.
Hoje em dia, a Polinox atende a mais de duas mil empresas, entre elas, as líderes dos setores de construção, transporte, infraestrutura, corrosão e náutico. Fundada em 1960, a Polinox é a única empresa 100% brasileira do seu segmento a dispor de sistemas de gestão baseados em normas internacionais, como ISO 9001 e ISO 14001.
Em 2016, a Polinox foi eleita pela quarta vez Top of Mind da Indústria de Compósitos na categoria “Catalisadores”. Organizado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO), o Top of Mind é o principal prêmio do setor.

Para mais informações, acesse www.polinox.com.br

Fonte: SLEA Comunicação

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