09 nov 2017

Por que é difícil depender de catalisador importado

Produto enfrenta dezenas de barreiras até chegar ao seu destino final

Catalisador é um produto de classe de risco 5, segundo a classificação da ONU. Resultado: dezenas de obstáculos precisam ser superados quando o assunto é o transporte das “bombonas”, como são conhecidas as embalagens usadas no seu acondicionamento. Isso limita o raio de ação de empresas que exportam catalisadores e, em decorrência, dificulta a vida de quem depende do produto importado.
Com a palavra, Rodrigo Steffanoni, executivo de vendas da Task Logistics, empresa especializada em transporte internacional de cargas nos modais aéreo, marítimo e rodoviário. “Primeiro, há uma enorme burocracia para conseguir liberar a documentação de produtos como os catalisadores. As autoridades alfandegárias exigem, pelo menos, 48 horas para dar o aval, mas nem sempre isso acontece, muitas vezes por causa de uma mínima diferença em relação ao texto original da fatura. A seguir, ficamos na dependência do embarque do material. Por ser considerado perigoso, é preterido por itens perecíveis e outros que não apresentam qualquer risco. E, quando tudo está certo, falta ainda a aprovação do comandante do navio. Não é raro ele se recusar a levar o produto, por mais que todas as exigências tenham sido cumpridas”, descreve.
Depois disso tudo, ao desembarcar no seu destino, o catalisador passa por mais uma batelada de checagens, o que, sobretudo num país marcado por gargalos estruturais como o Brasil, representa dias e dias de espera em que o material fica preso no porto. “Imagine um catalisador fabricado na China. Até chegar aqui, são 45 dias no navio. Somado ao tempo de espera no porto e ao trajeto rodoviário, ele já perdeu uma parte do seu shelf life. E esse problema é agravado pelo fato de os catalisadores serem produtos químicos instáveis, cujo desempenho é radicalmente afetado por problemas de transporte e armazenagem”, observa Sérgio Andrade, gerente industrial da Polinox, maior fabricante latino-americana de catalisadores – opera uma planta em Itupeva (SP).
A Polinox dispõe atualmente de capacidade para a produzir 360 toneladas/mês dos catalisadores Brasnox®, Perbenzox® e Tecnox Super®, entre outros produtos. Ao todo, são mais de 40 tipos – MEKP, BPO, AAP, TBPB, CHP e blendas – indicados para as tecnologias de moldagem aberta e fechada de compósitos, do tradicional processo de spray-up usado na fabricação de caixas d´água e piscinas até a complexa infusão de cascos de embarcações e pás eólicas.
Hoje em dia, a Polinox atende a mais de duas mil empresas, entre elas, as líderes dos setores de construção, transporte, infraestrutura, corrosão e náutico. Fundada em 1960, a Polinox é a única empresa 100% brasileira do seu segmento a dispor de sistemas de gestão baseados em normas internacionais, como ISO 9001 e ISO 14001.
Em 2016, a Polinox foi eleita pela quarta vez Top of Mind da Indústria de Compósitos na categoria “Catalisadores”. Organizado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO), o Top of Mind é o principal prêmio do setor.

Para mais informações, acesse www.polinox.com.br

Fonte: SLEA Comunicação

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09 nov 2017

Fibermaq lança equipamento compacto para a aplicação de gelcoat

Gel Tanque substitui as pistolas de pintura com caneco invertido

Líder brasileira em máquinas para a moldagem de compósitos – um tipo de plástico de alta performance –, a Fibermaq anuncia o lançamento da Gel Tanque, equipamento compacto destinado à aplicação externa e simultânea de gelcoat e catalisador.
A novidade é ideal para os fabricantes de peças de compósitos que ainda utilizam pistolas de pintura com caneco invertido, cuja capacidade é de apenas 500 ml. A Gel Tanque, por sua vez, conta com um reservatório de pressão de aço inox que armazena até 15 l de gelcoat.
“Além de não ter que parar o serviço constantemente para reabastecer a pistola, ao usar a Gel Tanque o moldador não sofrerá mais com problemas de entupimento, pois a mistura entre o gelcoat e o catalisador acontece externamente. O equipamento também elimina as despesas com o thinner usado para a limpeza da pistola a cada interrupção do serviço”, explica Christian de Andrade, diretor da Fibermaq.
Com bico de 4 mm, a Gel Tanque acompanha um reservatório de 200 ml de catalisador, uma pistola bastante ergonômica – pesa apenas 737 g – e um carrinho de transporte. Tem preço a partir de R$ 4,5 mil e sua compra pode ser financiada com o cartão BNDES.
Fundada em 1978, na cidade de São Paulo, a Fibermaq é pioneira na fabricação de máquinas e acessórios para a moldagem de compósitos, epóxi e adesivos em geral. Ao longo desse período, mais de 5.000 laminadoras, gelcoateadeiras, injetoras de RTM e máquinas de enrolamento filamentar, entre outras, foram comercializadas pela empresa no Brasil e em toda a América Latina.
Ano passado, a Fibermaq foi eleita pela quinta vez consecutiva Top of Mind da Indústria de Compósitos na categoria “Equipamentos”. Organizado pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (ALMACO), o Top of Mind é o principal prêmio do setor.

Para mais informações, acesse www.fibermaq.com.br

Fonte: SLEA Comunicação

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09 nov 2017

Carro elétrico da USP em São Carlos pode cruzar o País com R$ 5

Há mais de dez anos, uma oficina, no campus da USP em São Carlos, constrói veículos de alta eficiência energética. São pequenos carros feitos para percorrer o máximo de quilômetros gastando o mínimo de energia possível. Essa é a EESCuderia Mileage, equipe formada por 34 alunos da USP, a maioria da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Foi de lá que saiu o Faísca, carro elétrico que alcançou o recorde nacional em eficiência energética no ano de 2013. Uma conquista que ainda não foi superada por nenhum outro veículo do País, mas que a própria equipe pode ultrapassar.

Com vista na Shell Eco-marathon Brasil, versão nacional da competição que existe desde 1985 nos Estados Unidos, a equipe preparou um modelo sucessor ao Faísca: o Venturo, adjetivo que faz alusão ao futuro e que também representa a nova etapa de um time que se reinventou.

Segundo os cálculos dos alunos, com apenas R$ 5, o Venturo poderia cruzar o Brasil de Norte a Sul. Isso, claro, só na teoria. Para ser usado nas ruas das cidades, o veículo precisaria ser equipado e adaptado às leis de trânsito brasileiras.

Com 24 quilos, uma vantagem competitiva do Venturo é ser um carro leve. Diferente do Faísca, que tinha uma estrutura única (chamada monocoque), o novo carro é dividido entre a carenagem, estrutura que recobre o veículo, e um chassi econômico, que une a base do carro ao banco do piloto em uma única peça. Isso confere mais leveza e aumenta sua eficiência energética.

As mudanças foram feitas para que o Venturo pudesse se adequar melhor aos padrões exigidos nas competições, sanando algumas deficiências mecânicas que o antigo carro apresentava. “O Faísca é nossa história, com ele conseguimos atingir o recorde brasileiro, mas a ideia do Venturo, do ‘futuro’, é exatamente progredir e inovar além dele”, diz Hermano Esch, presidente da Mileage e estudante de Engenharia Mecânica.

“Nossa ideia é formar engenheiros melhores, ou seja, todo mundo tem oportunidade de trabalhar e poder idealizar um pouco do carro para podermos tomar decisões em conjunto”, explica o estudante.

O veículo, movido a energia elétrica, consegue rodar durante uma hora e meia com uma velocidade média de 40 km/h. Recarregar não é problema: basta usar um cabo para ligá-lo a uma tomada de 110 ou 220 volts.

Mais do que competidores

Era 2008 quando a EESCuderia Mileage participou pela primeira vez da Maratona Nacional de Eficiência Energética, competição que reúne equipes universitárias de todo o Brasil. Cinco anos depois, a equipe não só conquistou o primeiro lugar na maratona, com o carro Faísca, como também atingiu o recorde nacional, que detém até hoje.

Desde 2015, no entanto, a Maratona Nacional deixou de ser realizada, e só agora começa a dar previsão de volta, transformando-se no Grande Prêmio Brasil de Energia Sustentável.

Sem competição para participar, surgiu a oportunidade da Mileage olhar para si mesma, expandindo sua atuação para além do automobilismo. “A equipe passou a se questionar sobre o papel que tinha na sociedade”, lembra o professor Luís Carlos Passarini, orientador do time.

O próprio professor começou a priorizar os esforços para formar uma equipe melhor, que fosse mais engajada com a comunidade e com o desenvolvimento pessoal de cada membro, do que apenas focada na necessidade de ter carros melhores para as competições.

Esse foi um comprometimento também adotado pelos alunos. “A eficiência não está só no carro, ela também está na nossa forma de se organizar e trabalhar. Queremos harmonia com a Universidade”, diz Hermano Esch.

Fruto da nova fase da Mileage foi a criação da Semana de Eficiência Energética, evento organizado pela equipe para discutir soluções sustentáveis para a produção e o consumo de energia, que em outubro realiza sua segunda edição.

Em 2017, o Venturo trouxe a possibilidade de voltarem mais uma vez às pistas. A equipe se prepara para a Shell Eco-marathon Brasil, que desde o ano passado é realizada no Brasil. A competição será entre os dias 6 e 9 de novembro, no Rio de Janeiro.

Mais informações: https://www.facebook.com/eescuderiamileage/

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